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A arte de contar a própria história

Quem não conta a própria história deixa que outros a contem: Silvana Oliveira mostra como narrar a trajetória vira posicionamento e autoridade.

No Novembro Negro, o Pittaco faz uma pergunta a cada especialista: o que eu posso aprender e o que eu posso ensinar a partir da minha área? Na minha, a comunicação, aprendi que quem não conta a própria história deixa que outros a contem. É isso que eu quero ensinar.

Em toda esfera pública, da política ao mercado de trabalho, vemos pessoas contando a própria história: algumas tomam essa narrativa pelas mãos com clareza e convicção, outras deixam que alguém faça isso por elas, e nem sempre a narrativa construída de fora é positiva, justa ou verdadeira. O que esse fenômeno nos ensina vai muito além da política: quem não narra a si mesmo abre espaço para que outros o façam, e a história que os outros contam raramente é a que você escolheria para si.

Isso vale na política, mas vale igualmente numa entrevista de emprego, numa apresentação profissional, numa conversa que pode mudar o rumo de alguma coisa na sua vida, porque existe uma habilidade que ninguém ensina na escola e que faz toda a diferença, que é saber contar a própria história, não como exercício de vaidade, mas como ato de posicionamento.

Existe ainda uma ideia equivocada de que falar de si mesmo é arrogância, que contar de onde você veio, o que você construiu, o que você superou, é demais, mas essa ideia serve a quem não quer que você ocupe espaço, porque contar sua história com a força que ela merece é um ato de respeito por tudo que você atravessou para chegar onde está.

A vivência é argumento, a experiência acumulada tem peso intelectual, emocional e estratégico, e quando você aprende a articular sua trajetória transforma memória em autoridade, sendo que autoridade não é um título que alguém te concede, é uma percepção que se constrói ao longo do tempo, e a narrativa é a principal ferramenta para isso.

O exercício começa com uma pergunta honesta: se você tivesse três minutos para contar quem você é e o que você faz, o que diria? Não o cargo, não o currículo, mas a história, o ponto de virada, o que te move, onde você quer chegar. Quem consegue responder essa questão com assertividade está à frente, e o mundo responde diferente a quem sabe de onde veio e para onde vai.

O que eu posso ensinar

  • Que contar a própria história não é vaidade: é posicionamento.
  • Que a vivência é argumento e a experiência vira autoridade.
  • Que quem sabe de onde veio e para onde vai é ouvido de outro jeito.

E você: se tivesse três minutos, que história contaria sobre quem você é?

Silvana Oliveira: Jornalista, estrategista de comunicação, presença e fundadora da SOW.
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