Chego a Cachoeira com uma notícia que me enche de orgulho: o Pittaco está se movendo, e o meu livro está na estrada. Quem decide o que é elegante? está desfilando de um jeito que eu gosto de chamar de disruptivo, irreverente e cheio de autonomia, com a vontade transparente de desbravar os quatro cantos do mundo. Agora, ele desembarca na Flica.
O livro que desfila
Esse livro nasceu de uma pergunta incômoda: quem define o que é elegante, e a quem essa definição serve? Eu o escrevi olhando para a construção da aparência pelo cruzamento de imagem, raça e poder. Ele já passou pela Bienal do Livro da Bahia, em abril, e pelo Flipelô, em agosto. E não quer parar. Cada lugar novo é uma conversa nova, e é nessa conversa que ele se faz inteiro.
Além das feiras literárias, o livro está ganhando uma proporção ainda maior. Ele também caminha por dentro das organizações baianas e fora do estado, com a intenção de compartilhar aprendizados para uma nova política de relacionamento com a narrativa visual sobre a estética, aplicada principalmente ao ambiente corporativo. É uma nova forma de as empresas se posicionarem, e uma nova forma de profissionais e empreendedores se posicionarem e entenderem mais sobre si, respeitando a sua diversidade e a sua pluralidade cultural.
Uma nova forma de fazer política
Para mim, estar na Flica é mais do que divulgar um livro. É uma nova forma de fazer política, uma nova forma de atuar. É ocupar a praça, o festival, a feira, com a minha presença e com a minha palavra. E é também uma nova vertente de expansão do Pittaco, para além dos projetos que a gente já desenvolve e articula, como o Portal Pittaco, que enfim chegou à nossa meta 2. Para chegar lá, tivemos que refazer algumas pesquisas e testar o que ia funcionar, e isso para mim já é uma grande valia. O Portal conta o que a Bahia ensina. O livro leva essa Bahia para onde ainda não chegamos.
A Flica, em Cachoeira
Cachoeira, às margens do Rio Paraguaçu, volta a ser capital das letras. De 5 a 8 de novembro, a 14ª Festa Literária Internacional de Cachoeira (Flica) reúne escritores, editoras, artistas e leitores, com entrada gratuita e um tema que cabe bem ao nosso tempo: Como ser criativo com tanta IA por aí? A Flica é considerada o maior evento literário do Norte e Nordeste, com debates, lançamentos, autógrafos, saraus e contações de histórias espalhados pela cidade. Só o edital Vozes da Bahia, da Fundação Pedro Calmon, selecionou 30 autores baianos e seis editoras para a programação.
A Feira Afro-Bahia: afroempreendedorismo na praça
Entre as ruas e praças da festa, a Flica ganha uma vitrine que eu admiro: a Feira Afro-Bahia. É uma iniciativa do Governo do Estado da Bahia, por meio da Secretaria de Promoção da Igualdade Racial e dos Povos e Comunidades Tradicionais (Sepromi), em parceria com a Associação de Moradores do Conjunto Santa Luzia. Ela circula pelo estado para fortalecer o empreendedorismo negro e valorizar a cultura e a diversidade de expressões artísticas da Bahia, de moda, acessórios, gastronomia, cosméticos e decoração a música, poesia e contação de histórias.
Em Cachoeira, a feira ocupa a Praça Teixeira de Freitas, de 5 a 7 de novembro. Na sexta (6), tem a contadora de histórias Acely Araújo e o regional de choro Tico-tico no Dendê. No sábado (7), o Robson do Agogô, o “Poesias em Praça”, dos alunos da Escola Pirlimpimpim, e o Samba de Oyá. Quem faz negócio, quem faz arte e quem faz livro, no mesmo chão.
Dois dias de estande e uma roda de conversa
A Feira Afro-Bahia acontece de 5 a 7 de novembro, e eu estarei lá nos dias 6 e 7 (sexta e sábado), das 10h às 18h, com um estande exclusivo para receber vocês, na praça, ao lado do cinema. Os livros estarão lá. Quem passar poderá levar o seu exemplar, conversar de perto comigo e conhecer o trabalho de outros empreendedores e artistas negros que ocupam a praça comigo.
Além do estande, no dia 6 de novembro (sexta-feira), às 11h, participo da roda de conversa “Mulheres negras na literatura: histórias que nos pertencem”, também na Praça Teixeira de Freitas, em Cachoeira. Vai ser um encontro para conversar sobre as histórias que são nossas e sobre o lugar das mulheres negras na literatura.
Será uma grande honra conhecer esse público e trocar ideias com ele. Livro bom é o que vira conversa, e é isso que eu quero levar para Cachoeira.
Serviço
- O quê: Cáren Cruz na 14ª Flica (Festa Literária Internacional de Cachoeira), com estande exclusivo na Feira Afro-Bahia
- Quando: 6 e 7 de novembro (sexta e sábado), das 10h às 18h
- Roda de conversa: “Mulheres negras na literatura: histórias que nos pertencem”, 6 de novembro (sexta), às 11h, na Praça Teixeira de Freitas, em Cachoeira
- Onde: Feira Afro-Bahia, Praça Teixeira de Freitas (Praça 25), ao lado do cinema, Cachoeira (BA)
- Entrada: gratuita
- Livro: Quem decide o que é elegante? Imagem, raça e poder na construção da aparência, de Cáren Cruz. Mais informações: portal.pittaco.com.br/quem-decide-o-que-e-elegante
Se você vai à Flica, dê uma passada na Feira Afro-Bahia, pegue o seu exemplar e venha conversar. A gente se vê em Cachoeira.
Informações da Flica e da Feira Afro-Bahia: perfis oficiais @feiraafrobahia e @sepromibahia no Instagram, e imprensa local.


