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Novembro Negro: o que posso aprender, o que posso ensinar

Neste Novembro Negro, cada texto parte de duas perguntas: o que eu posso aprender com este tema e o que eu posso ensinar a partir dele.

Todo mês de novembro, a conversa sobre consciência negra costuma começar pela data. No Pittaco, escolhemos começar por uma pergunta: o que eu posso aprender com isso?

É uma pergunta simples e é incômoda. Ela tira a gente do lugar de quem já sabe e coloca no lugar de quem escuta. Serve para quem vive o tema na pele e para quem só passou perto dele. Serve também para quem ensina: quem ensina sem aprender só repete o que já está dado.

O que eu posso aprender

Posso aprender com quem chegou antes e abriu caminho, mesmo quando o nome dessa pessoa não aparece nos livros nem nas listas de referência. Posso aprender a ouvir sem corrigir, sem resumir, sem traduzir a experiência do outro para a minha régua. Posso aprender a notar quais padrões eu tomei por universais e quem os definiu. Esse é o centro do meu livro, Quem decide o que é elegante?: aquilo que chamamos de neutro quase sempre tem dono.

E posso aprender a conviver com a pergunta que não fecha. Nem toda resposta cabe em um mês.

O que eu posso ensinar

Ensinar, aqui, não é dar aula de quem sabe tudo. É dividir o que cada um de nós aprendeu na própria área. Posso ensinar a ler a imagem como linguagem: o que uma roupa, uma paleta ou um dress code comunicam, e quem foi autorizado a definir isso. Posso ensinar a fazer comunicação que não apague quem fala. E posso ensinar o que o Portal faz de melhor: abrir espaço para quem atua todos os dias nos territórios da Bahia contar o que sabe.

Um mês inteiro de olhares

Neste Novembro Negro, cada especialista do Portal vai olhar para o tema a partir da sua área: negócios, saúde, imagem, cultura, educação e finanças. Os textos entram na editoria Especial Afro Bahia. Acompanhe aqui e no Instagram @portalpittaco.

E deixo a pergunta para você levar: o que você pode aprender com esse tema? E o que você já sabe o suficiente para ensinar?

Cáren Cruz: Cáren Cruz é comunicóloga, com formação em Relações Públicas e Marketing e MBA em Gerenciamento de Projetos e Políticas Públicas. Fundadora e CEO da Pittaco Consultoria, une visão estratégica de comunicação, gestão de projetos e leitura de negócios para transformar ideias em posicionamento, presença e resultado. Sua atuação é multitarefa por natureza: planeja, articula parcerias, conduz equipes e entrega, do institucional ao digital. Sua experiência inclui a comunicação institucional no Governo da Bahia e a atuação como mestre de cerimônias em eventos do governo federal (Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, com o Banco de Alimentos, em 2026), da Bahiagás, da Setre, da Secretaria de Políticas para as Mulheres, da Secretaria da Educação, do Hackathon Sebrae e de empresas privadas, conectando a formação em Relações Públicas e em políticas públicas a ambientes públicos, empresariais e educacionais. Construiu o método Imagem Plural, que articula semiótica social, branding e comunicação e reconhece a diversidade cultural, racial e individual como fundamento do trabalho com a aparência e os códigos não verbais. Dedica especial atenção ao posicionamento de pessoas negras e à valorização de suas narrativas. À frente da Pittaco, reúne consultorias, mentorias, palestras, cursos, formações e iniciativas digitais. Sua trajetória inclui o programa Pequenas Empresas & Grandes Negócios; o Shark Tank Brasil, com investimento na Pittaco Academy, que a tornou a segunda baiana negra a receber esse aporte (citada pela Exame em 2024); a participação como especialista entrevistada pela Exame (2026) sobre escala e posicionamento de pequenos negócios; a condição de finalista regional do Prêmio Sebrae Mulher de Negócios (2015); o International Woman Summit, na África do Sul; e a mentoria na Jornada de Capacitação do Prêmio de Inclusão e Diversidade Racial no Comércio Exterior (2025), do Programa Raízes Comex (MDIC, Ministério da Igualdade Racial e ApexBrasil). Autora de “Quem Decide o que é Elegante?”, lançado na Bienal do Livro da Bahia e apresentado na Flipelô, obra que propõe uma leitura crítica das relações entre imagem, identidade e poder. Idealizadora do Portal Pittaco e do PodPittacar.
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